domingo, 10 de fevereiro de 2013

E AGORA A DISCIPLINA DO YOGA...


"E agora a disciplina do Yoga.
Yoga é a cessação da mente.
Então, a testemunha fica estabelecida em si mesma.
Em outros estados, há a identificação com as modificações da mente." 
(Patânjali em Yoga Sutras)

Patânjali é bem claro ao descrever o que é Yoga, uma disciplina. Uma disciplina que requer que o praticante seja uma testemunha estabelecida em si mesma.

Não há Yoga sem a consciência da própria mente.

Podem haver práticas psicofísicas, mas dizer que é Yoga, somente quando houver a cessação da mente. Quando deixarmos de ser reféns de nossos pensamentos para estarmos cientes do que se passa com nossa mente, nosso corpo e nossas emoções.

As muitas linhas de Yoga que surgiram e respectivas Metodologias de Ensino são posteriores a Patânjali. Quando Patânjali , o sábio que escreveu Yoga Sutras, não haviam todas as Linhas de Yoga nem os aparatos que existem atualmente. Era simplesmente Yoga, a cessação da mente. E para atingir esse estado, alguns caminhos eram utilizados.

Nos dias de hoje, o Yoga conquistou o Ocidente.
A disciplina prática conquistou mais adeptos em busca dos benefícios, do bem estar proporcionados por ela. Muitas Metodologias foram desenvolvidas no ensino desta prática milenar.

Muitas pessoas passaram a defender seus conceitos e métodos, uns mais científicos outros menos.
E quando uma pessoa me procura para praticar Yoga a pergunta que eu sempre ouço é: fale sobre a "Linha de Yoga" que você ensina. Ou perguntam ainda sobre as diferenças entre uma linha e outra.

E eu gosto de responder: "Quer saber como é a modalidade que ofereço e as diferenças das demais modalidades de Yoga oferecidas na cidade, pratique." Ora, tratando-se de uma disciplina prática como sabê-la sem experimentação?

É bastante usual que as escolas ofereçam uma aula experimental gratuita. Através dessa aula você poderá avaliar se a prática tem haver com seus anseios e necessidades ou se estão muito distantes.
As Metodologias são apenas caminhos diferenciados que levam o praticante ao mesmo fim: o Yoga.
Não existe um caminho melhor nem tampouco pior, existe sim o caminho que mais corresponde às suas necessidades pessoais.

Algumas pessoas procuram as aulas e perguntam: o Yoga que você ministra tem Meditação? Porque eu queria algo mais físico. Se para você, a cessação da mente é mais facilmente obtida através de uma prática física intensa, talvez realmente seja essa a aula ideal. No entando, são apenas caminhos. As vezes aquilo que você mais repudia - no caso a Meditação - é o que mais sua mente necessita, mas você teme muitas vezes por simplesmente não ter experimentado.

Yoga é uma disciplina prática, que nos conduz à cessação da mente.
É uma ciência.
Por ser prática, por ser uma ciência, subentende a experimentação.

Pratique, conheça, experimente, vivencie e encontre-se através do Yoga!


Muita PAZ
OM SHANTI OM

Yasmine Amar









YASMINE AMAR KAUR

Claudia Krizizanowski é Yasmine Amar kaur (em árabe que significa Alva Flor da Lua), bailarina e Professora de Danças Orientais e Flamenco desde 1994, com Qualificação Padrão de Qualidade Khan El Khalili/SP.

Pratica e estuda a filosofia do Yoga desde 1998.
Em 2000 concluiu o Curso de Formação com Om Jacques Félix Trindade, aprofundando a vivência do Yoga em todos os seus níveis.

Em 2006 graduou-se em Educação Física pela UFMT e concluiu Pós Graduação em Pedagogia do Esporte pela mesma Instituição, desenvolvendo Pesquisa Científica sobre Yoga e Qualidade de Vida além de estudos pedagógicos para aplicação do Yoga nas Escolas.

Em 2013 estudou ASHTANGA YOGA com Yasmin Nammu (Itália).

Durante o ano de 2013 estudou KUNDALINI YOGA com Belisa Maggi.

CONTATO

Para entrar em contato conosco, você pode fazê-lo:

1) Por e-mail :  yasmineamar@gmail.com
2) Telefone ou whatsapp: (65) 9 8111-8683


Local das Aulas:
Corpo e Alma - CPA 1

Muita PAZ
OM SHANTI OM!
Yasmine Amar Kaur


   

terça-feira, 10 de abril de 2012

YOGA –considerações importantes acerca da prática

Aquele que compreende um símbolo, não somente abre a si próprio para o mundo objetivo, mas, ao mesmo tempo, consegue emergir da sua situação pessoal e alcançar uma compreensão universal. Graças ao símbolo, a experiência individual é ‘despertada’ e se transforma num ato espiritual.” (Mircea Eliade)



Quando a pessoa começa a praticar Yoga, ela passa por uma série de adaptações: anatômicas, fisiológicas e psicológicas.
O processo acontece de maneira completamente individual, mesmo estando em grupo.
Pouco a pouco, os praticantes vão dando seus passos rumo a conquista do bem estar e autoconhecimento.
Muitos obstáculos interiores surgem manifestando-se externamente,no corpo. É muito importante que o praticante mantenha o foco e a concentração, estando atento a tudo que acontece consigo mesmo e ao seu redor.
A prática de Yoga acontece com os olhos fechados, com a atenta observação do instrutor de Yoga, fazendo intervenções e ajustes quando se fazem necessários.
A medida que evolui em sua capacidade de concentração, é natural que o instrutor ofereça alguns desafios, não somente nos aspectos físicos. O tempo de permanência nos ásanas, a evolução anatômica das posturas a medida em que se conquista mais flexibilidade, força e equilíbrio, a capacidade de executar práticas respiratórias e aprendizado de mantras que atuam diretamente no organismo, etc e, naturalmente, a capacidade de contemplação e meditação, a medida que aprendemos a reduzir a ansiedade através das práticas respiratórias.
Em poucas aulas, a pessoa já consegue se desprender dos comandos visuais e seguir sequências comandadas auditivamente. Em poucas aulas, a pessoa consegue abstrair sentidos em pratyahara e descontrair toda sua musculatura de maneira consciente, experimentando um relaxamento profundo e restaurador.
É também em poucas aulas, que aprendemos a desacelerar a agitação mental oriunda do excesso de informação visual, especialmente, criando assim, na prática de Yoga, uma pausa extremamente salutar para todo organismo.
A medida em que adquirimos essa capacidade, passamos a colocar em prática no dia a dia todo esse treinamento, aprendendo a ter domínio sobre o corpo e a mente.
No entanto, cabe ressaltar, que passamos por constante processo terapêutico durante essa conquista de plenitude através da prática do Yoga e que processos terapêuticos muitas vezes incomodam. Sensações como irritabilidade e ansiedade são notadas nas primeiras aulas, período de adaptação à prática. É também na fase inicial, que entramos em contato direto com fatores limitantes do próprio corpo. Nossa cultura ocidental é absurdamente limitante no que diz respeito ao corpo. Praticar Yoga, significa exercitar o corpo não só física, mas mentalmente também , significa transpor limites, sem agressividade ao corpo, mas adquirindo grandes conquistas diárias, como por exemplo, uma postura mais saudável através de um fortalecimento profundo da musculatura responsável pelos ásanas de alinhamento postural.
Todas essas conquistas passam a desvendar-se a medida em que você evolui na sua prática.
Ao término do segundo mês já notamos um avanço incrível.
Quanto mais consciente da prática, do ritmo respiratório e do centramento da mente, mais significativamente o praticante evolui. Muitas vezes o aluno não está atento às evoluções e não percebe o quanto conquistou, o que não passa desapercebido aos olhos do instrutor atento.





Algumas dicas podem ser observadas para evoluir nas suas práticas de Yoga e não desanimar:

1) Evite faltar- a regularidade é fundamental para conquistas mais significativas e duradouras, além de nos tornarmos pouco a pouco mais auto suficientes em nossas práticas diárias; quando faltar, converse com seu instrutor a possibilidade de repor em outro horário

2) Procure não ingerir alimentos antes da prática. Além de atrapalhar, pode correr o risco de ter uma congestão pois, em posturas que exigem mais da circulação sanguínea, a digestão pode ficar comprometida. O jejum ideal é de pelo menos 2 horas, no mínimo, antes de sua prática. Se aconteceu de comer, comunique seu instrutor para que este possa direcionar sua prática de maneira individualizada na turma.

3) Evite ingerir água pelo menos em quantidade significativa, pelo menos 1 hora antes da prática.

4) Converse com o instrutor no final da prática sobre todas as dúvidas que surgirem no decorrer da mesma.

5) Evite utilizar no corpo objetos de metal, tais como relogios, óculos, jóias; eles interferem na absorção do prana, bem como na movimentação energética nos pujas, bandhas, e mesmo nos ásanas, bloqueando alguns pontos e interferindo nos resultados.

6) Evite praticar no ar condicionado. Quando não tiver outro jeito, é recomendado desligar no momento do yoganidra , pranayamas e kryias, especialmente nos tátrakas e no kapalabhati.

7) Não execute ásanas que lhe foram contraindicados. O ideal ao iniciarmos as práticas de Yoga, ou avançarmos nelas, é sermos avaliados por um médico. Para isso, temos uma ficha médica com os principais ásanas, dos quais as variações são similares cinesiologicamente, que permitem ao instrutor analisar o que é salutar e o que não é para seu aluno. Não insista. Pessoas com osteopatias devem abster-se de determinados ásanas.


Além desses itens a ser observados, algumas considerações conforme Gabriela Cella Al-Chamali, em YOGA- Manual Prático

         
- Administrar uma sucessão  correta de ásanas que se compensem mutuamente;

- Ao se saber que os ásanas agem sobre músculos, ossos, órgãos internos, sistema nervoso e energia mental,  a ordem de execução de ásanas deve ser organizada de acordo com a ação dos ásanas;

- A partir do momento uma a posição tornar-se um ásana (mantida por um longo tempo na imobilidade) é que devemos estar mais atentos a ordem de execução pois é a partir daí que começa a trazer mais efeitos sobre todo organismo;

- Quando os ásanas começam a tornar-se confortáveis, de modo que possam ser mantidos por cerca de dez minutos, é fundamental não executar sempre a mesma sequência fixa de ásanas. A importância de “mudar” a forma física para “mudar” a forma mental”,para isso existem uma infinidade de ásanas e variações.

- É por esses motivos que devemos procurar executar sequências que levam o corpo a atuar de maneira equilibrada, tanto a nível muscular como orgânico, sem descuidar das mensagens simbólicas trazidas pelos ásanas. É natural que aqueles ásanas que a pessoa rejeita, seja por lhe parecerem maçantes, cansativas ou pesadas,  tem haver sempre com uma mensagem simbólica que é dirigida àquilo que a pessoa  deveria mudar em si mesma.

 
Observe atentamente as recomendações e obtenha ao máximo os benefícios que as prática podem propiciar!



Muita PAZ!
OM SHANTI OM!

Yasmine Amar
(Educadora Física e Instrutora de Yoga)