quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Sobre a Instrutora

Conheci meu mestre - OM Jacques Felix Trindade - em 1996. Foi o mesmo ano em que ele também chegara em Cuiabá, difundindo o Yoga. Já a primeira vista percebi que tinha encontrado um grande Mestre. Não demorou muito para iniciar minhas aulas com ele e, logo em seguida, no ano de 2000, cursei a segunda turma de Formação de Instrutores com ele, no Núcleo de Yoga OM Rudrá. Foi um ano e meio de muito estudo e as aulas na época não eram no formato intensivo, haviam aulas de segunda a sexta, teóricas e práticas, além das práticas realizadas no Núcleo, todas as noites, como numa Faculdade, o que considero um grande privilégio, ter aulas por tanto tempo, presenciais e orientadas de perto por um grande mestre, garantiu não somente uma excelente formação como instrutora, mas uma formação para a vida!
Em 2002, ingressei no curso de Educação Física da UFMT, obtendo sua graduação em 2006 e pós graduando logo em seguida na mesma instituição, em Pedagogia do Esporte. Foi o período em que desenvolvi pesquisa sobre Yoga e Qualidade de Vida (pesquisa realizada com funcionários da UFMT) além de desenvolver um projeto de implantação do Yoga na Escola. Meu ingresso no meio acadêmico foi com intuito de ampliar conhecimentos no âmbito corporal e a escolha do curso de Educação Física supriu minhas necessidades, como um complemento a tudo que já havia estudo.
Com a formação eu já havia obtido um olhar zeloso para com o corpo agora então pude endossa r tudo o que meu Mestre sempre havia orientado. Tanto que, quase duas décadas como instrutora, jamais houve uma lesão em minhas aulas. Justamente pela consciência de que meu papel é restaurar a condição saudável do Ser.



Em 2011 fiz aulas de Ashtanga Yoga com Yasmin Nammu (Itália).Foi uma experiência incrível que me fez buscar mais estudos sobre algumas técnicas específicas.
Em 2012 estudei Kundalini Yoga durante um ano de aulas presenciais com Belisa Maggi.Foi mais uma experiência maravilhosa. A generosidade de minha professora, a levou a compartilhar seu material e eu pude aprofundar no estudo dessa vertente do Yoga que é o Yoga da Consciência.

Já ministrei aulas em empresas (Justiça Federal, RH da UFMT), Academias, e tive meu próprio Núcleo de Yoga.

Atualmente, ministro aulas no Espaço Âmbar em Cuiabá MT. É um espaço que supre totalmente as necessidades para uma boa prática de Yoga. O espaço dedica-se ao ensino das práticas corporais da Dança do Ventre e do Yoga.

 "Para mim, a maior contribuição do Yoga dentre inúmeros benefícios, é a maior clareza mental, expansão do campo vibracional e um autoconhecimento profundo. Com certeza, quem pratica Yoga é mais feliz!"

Yasmine Amar Kaur



O Espaço Âmbar é o local onde desenvolvo o trabalho com o Bhava Yoga

As aulas acontecem às terças e quintas em duas opções de horário:


7h30 Manhã

18h30 Tarde

Também contamos com uma aula aos sábados

às 7h da Manhã


Agende uma Aula Experimental conosco:

(65) 9288-9697


NAMASTE!

domingo, 22 de outubro de 2017

Ásanas do Yoga




Uma postura firme, confortável, com permanência, respiração completa e nasal, mentalização, localização da consciência (atenção), é um ásana.”

Ásanas são as posturas físicas que executamos com ritmo respiratório e tempo de permanência variando de algumas respirações a minutos.
A ligação de vários ásanas em sequêncintea é conhecida como vinyasana.
O que potencializa os efeitos de um ásana, é a postura mental do praticante junto à consciência e ritmo respiratórios. Sem esse conjunto, não podemos chamar de ásana.
Os ásanas são conhecidos por seus efeitos terapêuticos.
Algumas sequências de ásanas tornam-se poderosas para conquistar um organismo saudável nos aspectos físicos, mentais e emocionais.
Coma a localização da consciência em zona de desconforto, vivencia-se o desconforto até seu término ou faz-se uso da mentalização.
O “manas ásana” é em si uma reeducação da mente. O manas maha ásana deve ser feito e desfeito enquanto o corpo permanece no ásana físico.  O uso dessa mentalização permitirá, com o tempo, ao corpo físico, entrar no maha ásana.
Para o iniciante há esforço em entrar no ásana porém não deve haver violência.
A passagem de um ásana para o outro deverá ser lenta e consciente.
Durante a permanência no ásana, surgem nossos conflitos que podem ser notados através de suor, tremor, frio, calor, medo, imagens, lágrimas, zumbidos, tonturas, odores, salivação etc A persistência no ásana possibilita a dissolução de profundos conflitos.
“Do conhecimento dos nossos reais limites, se abre a porta além do ego e brilha a luz.”
ATENÇÃO:  Recomendo ler o capítulo “Efeito Terapêutico dos Antigos Ásanas” do livro “Yoga e Saúde”, do autor Yesudian para conhecer mais sobre seus benefícios.
Ásanas do Yoga

1.     Ardha Badha Padma Paschimotanásana
2.     Ardha Matsyendrásana
3.     Ardho Mukha Savanásana
4.     Balásana
5.     Bhadrásana e Rajas Supta Bhadrásana
6.     Bhujangásana
7.     Chakrásana
8.     Chandrásana
9.     Chaturanga Dandásana
10.   Dhanurásana
11.   Halásana
12.   Janusirshásana
13.   Jathara Parivartanásana
14.   kakásana
15.   Matsyásana
16.   Natarajásana
17.   Navásana
18.   Padahastásana
19.   Padangustásana
20.   Padmásana
21.   Parshvakonásana (uttita e parvritta)
22.   Pashimotanásana
23.   Prasarita Padotanásana
24.   Purvotanásana
25.   Salabásana
26.   Sarvangásana
27.   Setubandásana
28.   Shavásana
29.   Sirshásana
30.   Tadásana
31.   Talásana
32.   Trikonásana (uttita e parvritta)
33.   Upavista Khonásana
34.   Urdva Mukha Savanásana
35.   Ustrásana
36.   Utanásana
37.   Utkatásana
38.   Vajrásana e Supta Vajrásana
39.   Viparita Karani Ásana
40.   Virabhadrásana I, II e III
41.   Vrkshásana

domingo, 10 de fevereiro de 2013

E AGORA A DISCIPLINA DO YOGA...


"E agora a disciplina do Yoga.
Yoga é a cessação da mente.
Então, a testemunha fica estabelecida em si mesma.
Em outros estados, há a identificação com as modificações da mente." 
(Patânjali em Yoga Sutras)

Patânjali é bem claro ao descrever o que é Yoga, uma disciplina. Uma disciplina que requer que o praticante seja uma testemunha estabelecida em si mesma.

Não há Yoga sem a consciência da própria mente.

Podem haver práticas psicofísicas, mas dizer que é Yoga, somente quando houver a cessação da mente. Quando deixarmos de ser reféns de nossos pensamentos para estarmos cientes do que se passa com nossa mente, nosso corpo e nossas emoções.

As muitas linhas de Yoga que surgiram e respectivas Metodologias de Ensino são posteriores a Patânjali. Quando Patânjali , o sábio que escreveu Yoga Sutras, não haviam todas as Linhas de Yoga nem os aparatos que existem atualmente. Era simplesmente Yoga, a cessação da mente. E para atingir esse estado, alguns caminhos eram utilizados.

Nos dias de hoje, o Yoga conquistou o Ocidente.
A disciplina prática conquistou mais adeptos em busca dos benefícios, do bem estar proporcionados por ela. Muitas Metodologias foram desenvolvidas no ensino desta prática milenar.

Muitas pessoas passaram a defender seus conceitos e métodos, uns mais científicos outros menos.
E quando uma pessoa me procura para praticar Yoga a pergunta que eu sempre ouço é: fale sobre a "Linha de Yoga" que você ensina. Ou perguntam ainda sobre as diferenças entre uma linha e outra.

E eu gosto de responder: "Quer saber como é a modalidade que ofereço e as diferenças das demais modalidades de Yoga oferecidas na cidade, pratique." Ora, tratando-se de uma disciplina prática como sabê-la sem experimentação?

É bastante usual que as escolas ofereçam uma aula experimental gratuita. Através dessa aula você poderá avaliar se a prática tem haver com seus anseios e necessidades ou se estão muito distantes.
As Metodologias são apenas caminhos diferenciados que levam o praticante ao mesmo fim: o Yoga.
Não existe um caminho melhor nem tampouco pior, existe sim o caminho que mais corresponde às suas necessidades pessoais.

Algumas pessoas procuram as aulas e perguntam: o Yoga que você ministra tem Meditação? Porque eu queria algo mais físico. Se para você, a cessação da mente é mais facilmente obtida através de uma prática física intensa, talvez realmente seja essa a aula ideal. No entando, são apenas caminhos. As vezes aquilo que você mais repudia - no caso a Meditação - é o que mais sua mente necessita, mas você teme muitas vezes por simplesmente não ter experimentado.

Yoga é uma disciplina prática, que nos conduz à cessação da mente.
É uma ciência.
Por ser prática, por ser uma ciência, subentende a experimentação.

Pratique, conheça, experimente, vivencie e encontre-se através do Yoga!


Muita PAZ
OM SHANTI OM

Yasmine Amar









YASMINE AMAR KAUR

Claudia Krizizanowski é Yasmine Amar kaur (em árabe que significa Alva Flor da Lua), bailarina e Professora de Danças Orientais e Flamenco desde 1994, com Qualificação Padrão de Qualidade Khan El Khalili/SP.

Pratica e estuda a filosofia do Yoga desde 1998.
Em 2000 concluiu o Curso de Formação com Om Jacques Félix Trindade, aprofundando a vivência do Yoga em todos os seus níveis.

Em 2006 graduou-se em Educação Física pela UFMT e concluiu Pós Graduação em Pedagogia do Esporte pela mesma Instituição, desenvolvendo Pesquisa Científica sobre Yoga e Qualidade de Vida além de estudos pedagógicos para aplicação do Yoga nas Escolas.

Em 2013 estudou ASHTANGA YOGA com Yasmin Nammu (Itália).

Durante o ano de 2013 estudou KUNDALINI YOGA com Belisa Maggi.

terça-feira, 10 de abril de 2012

YOGA –considerações importantes acerca da prática

Aquele que compreende um símbolo, não somente abre a si próprio para o mundo objetivo, mas, ao mesmo tempo, consegue emergir da sua situação pessoal e alcançar uma compreensão universal. Graças ao símbolo, a experiência individual é ‘despertada’ e se transforma num ato espiritual.” (Mircea Eliade)



Quando a pessoa começa a praticar Yoga, ela passa por uma série de adaptações: anatômicas, fisiológicas e psicológicas.
O processo acontece de maneira completamente individual, mesmo estando em grupo.
Pouco a pouco, os praticantes vão dando seus passos rumo a conquista do bem estar e autoconhecimento.
Muitos obstáculos interiores surgem manifestando-se externamente,no corpo. É muito importante que o praticante mantenha o foco e a concentração, estando atento a tudo que acontece consigo mesmo e ao seu redor.
A prática de Yoga acontece com os olhos fechados, com a atenta observação do instrutor de Yoga, fazendo intervenções e ajustes quando se fazem necessários.
A medida que evolui em sua capacidade de concentração, é natural que o instrutor ofereça alguns desafios, não somente nos aspectos físicos. O tempo de permanência nos ásanas, a evolução anatômica das posturas a medida em que se conquista mais flexibilidade, força e equilíbrio, a capacidade de executar práticas respiratórias e aprendizado de mantras que atuam diretamente no organismo, etc e, naturalmente, a capacidade de contemplação e meditação, a medida que aprendemos a reduzir a ansiedade através das práticas respiratórias.
Em poucas aulas, a pessoa já consegue se desprender dos comandos visuais e seguir sequências comandadas auditivamente. Em poucas aulas, a pessoa consegue abstrair sentidos em pratyahara e descontrair toda sua musculatura de maneira consciente, experimentando um relaxamento profundo e restaurador.
É também em poucas aulas, que aprendemos a desacelerar a agitação mental oriunda do excesso de informação visual, especialmente, criando assim, na prática de Yoga, uma pausa extremamente salutar para todo organismo.
A medida em que adquirimos essa capacidade, passamos a colocar em prática no dia a dia todo esse treinamento, aprendendo a ter domínio sobre o corpo e a mente.
No entanto, cabe ressaltar, que passamos por constante processo terapêutico durante essa conquista de plenitude através da prática do Yoga e que processos terapêuticos muitas vezes incomodam. Sensações como irritabilidade e ansiedade são notadas nas primeiras aulas, período de adaptação à prática. É também na fase inicial, que entramos em contato direto com fatores limitantes do próprio corpo. Nossa cultura ocidental é absurdamente limitante no que diz respeito ao corpo. Praticar Yoga, significa exercitar o corpo não só física, mas mentalmente também , significa transpor limites, sem agressividade ao corpo, mas adquirindo grandes conquistas diárias, como por exemplo, uma postura mais saudável através de um fortalecimento profundo da musculatura responsável pelos ásanas de alinhamento postural.
Todas essas conquistas passam a desvendar-se a medida em que você evolui na sua prática.
Ao término do segundo mês já notamos um avanço incrível.
Quanto mais consciente da prática, do ritmo respiratório e do centramento da mente, mais significativamente o praticante evolui. Muitas vezes o aluno não está atento às evoluções e não percebe o quanto conquistou, o que não passa desapercebido aos olhos do instrutor atento.





Algumas dicas podem ser observadas para evoluir nas suas práticas de Yoga e não desanimar:

1) Evite faltar- a regularidade é fundamental para conquistas mais significativas e duradouras, além de nos tornarmos pouco a pouco mais auto suficientes em nossas práticas diárias; quando faltar, converse com seu instrutor a possibilidade de repor em outro horário

2) Procure não ingerir alimentos antes da prática. Além de atrapalhar, pode correr o risco de ter uma congestão pois, em posturas que exigem mais da circulação sanguínea, a digestão pode ficar comprometida. O jejum ideal é de pelo menos 2 horas, no mínimo, antes de sua prática. Se aconteceu de comer, comunique seu instrutor para que este possa direcionar sua prática de maneira individualizada na turma.

3) Evite ingerir água pelo menos em quantidade significativa, pelo menos 1 hora antes da prática.

4) Converse com o instrutor no final da prática sobre todas as dúvidas que surgirem no decorrer da mesma.

5) Evite utilizar no corpo objetos de metal, tais como relogios, óculos, jóias; eles interferem na absorção do prana, bem como na movimentação energética nos pujas, bandhas, e mesmo nos ásanas, bloqueando alguns pontos e interferindo nos resultados.

6) Evite praticar no ar condicionado. Quando não tiver outro jeito, é recomendado desligar no momento do yoganidra , pranayamas e kryias, especialmente nos tátrakas e no kapalabhati.

7) Não execute ásanas que lhe foram contraindicados. O ideal ao iniciarmos as práticas de Yoga, ou avançarmos nelas, é sermos avaliados por um médico. Para isso, temos uma ficha médica com os principais ásanas, dos quais as variações são similares cinesiologicamente, que permitem ao instrutor analisar o que é salutar e o que não é para seu aluno. Não insista. Pessoas com osteopatias devem abster-se de determinados ásanas.


Além desses itens a ser observados, algumas considerações conforme Gabriela Cella Al-Chamali, em YOGA- Manual Prático

         
- Administrar uma sucessão  correta de ásanas que se compensem mutuamente;

- Ao se saber que os ásanas agem sobre músculos, ossos, órgãos internos, sistema nervoso e energia mental,  a ordem de execução de ásanas deve ser organizada de acordo com a ação dos ásanas;

- A partir do momento uma a posição tornar-se um ásana (mantida por um longo tempo na imobilidade) é que devemos estar mais atentos a ordem de execução pois é a partir daí que começa a trazer mais efeitos sobre todo organismo;

- Quando os ásanas começam a tornar-se confortáveis, de modo que possam ser mantidos por cerca de dez minutos, é fundamental não executar sempre a mesma sequência fixa de ásanas. A importância de “mudar” a forma física para “mudar” a forma mental”,para isso existem uma infinidade de ásanas e variações.

- É por esses motivos que devemos procurar executar sequências que levam o corpo a atuar de maneira equilibrada, tanto a nível muscular como orgânico, sem descuidar das mensagens simbólicas trazidas pelos ásanas. É natural que aqueles ásanas que a pessoa rejeita, seja por lhe parecerem maçantes, cansativas ou pesadas,  tem haver sempre com uma mensagem simbólica que é dirigida àquilo que a pessoa  deveria mudar em si mesma.

 
Observe atentamente as recomendações e obtenha ao máximo os benefícios que as prática podem propiciar!



Muita PAZ!
OM SHANTI OM!

Yasmine Amar
(Educadora Física e Instrutora de Yoga)